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Inteligência Artificial transforma o mercado pet no Brasil e revoluciona o cuidado com os animais

Inteligência Artificial transforma o mercado pet no Brasil e revoluciona o cuidado com os animais

Inteligência Artificial transforma o mercado pet no Brasil e revoluciona o cuidado com os animais

O setor pet brasileiro, terceiro maior do mundo, está vivendo uma verdadeira revolução tecnológica. De coleiras inteligentes a aplicativos com inteligência artificial (IA), a forma como tutores cuidam de seus animais de estimação está mudando rapidamente, com soluções que unem saúde, bem-estar e personalização.

De acordo com o Instituto Pet Brasil (IPB), o país conta com aproximadamente 149,6 milhões de animais de estimação. Só em 2023, o setor movimentou R$ 60 bilhões, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet). Dentro desse montante, os serviços foram os que mais cresceram, puxados pelo comportamento dos tutores que cada vez mais enxergam seus pets como parte da família.

Esse novo cenário tem um ingrediente especial: a tecnologia. Ela vem redesenhando não apenas o dia a dia de cães e gatos, mas também a maneira como clínicas, empresas e startups atuam no mercado.

A ascensão do mercado global de Pet Tech

O crescimento não é apenas brasileiro. Dados da TGM Research apontam que o mercado global de “Pet Tech”movimentou US$ 10,5 bilhões em 2023 e deve avançar, em média, 13,5% ao ano até 2032.

Entre as soluções mais populares estão:

  • Aplicativos de agendamento e comunicação entre tutores e veterinários.
  • Câmeras inteligentes que permitem acompanhar o pet em tempo real, mesmo à distância.
  • Coleiras e dispositivos vestíveis capazes de monitorar batimentos cardíacos, sono e nível de atividade.
  • Plataformas de inteligência artificial, que personalizam desde o cardápio alimentar até o processo de adestramento.

Segundo André Faim, empreendedor e cofundador da rede Lobbo Hotels e da plataforma Trabalhe pra Cachorro, essa transformação traz impactos diretos no bem-estar dos animais.

“A tecnologia aproxima, facilita e torna o cuidado mais preciso. Quem adota essas soluções percebe impactos reais não apenas na saúde física dos animais, mas também no equilíbrio emocional deles”, afirma.

Clínicas digitais e a chegada da telemedicina veterinária

Se antes o contato com o veterinário era limitado a consultas presenciais, hoje a realidade é outra. As clínicas digitais e a telemedicina ganharam espaço. Prontuários eletrônicos, triagens online e sistemas de agendamento integrados tornaram-se parte da rotina.

De acordo com dados do IBGE, entre 2020 e 2023 o número de micro e pequenas empresas formais no setor pet cresceu 35%, muitas delas já nascidas digitais. Essas empresas oferecem desde consultas por vídeo até delivery de alimentação natural, explorando nichos específicos que unem tecnologia e conveniência.

Faim destaca que esse movimento não só melhora a gestão das clínicas, mas também contribui para a prevenção de doenças, já que dados armazenados digitalmente permitem um acompanhamento mais contínuo da saúde dos animais.

Wearables: monitoramento em tempo real da saúde dos pets

Assim como já acontece com os humanos, os wearables chegaram ao universo pet. Coleiras inteligentes e dispositivos vestíveis são capazes de medir batimentos cardíacos, temperatura corporal, padrões de sono e nível de atividade.

Essas informações são enviadas em tempo real para aplicativos conectados ao smartphone do tutor. Caso algo saia do padrão, o sistema dispara alertas que podem indicar desde alterações de comportamento até sintomas de doenças.

Um estudo da American Veterinary Medical Association (AVMA) mostrou que o uso dessas tecnologias aumenta em 32% as chances de diagnósticos precoces, reduzindo custos de tratamento e ampliando a expectativa de vida dos animais.

Além disso, startups brasileiras já oferecem nutrição personalizada, baseada em dados como raça, idade, peso e histórico médico. Os algoritmos sugerem dietas funcionais, suplementos e controlam a ingestão calórica, reforçando a ideia de uma alimentação preventiva e sob medida.

Desafios e barreiras da digitalização no setor pet

Apesar de todo o avanço, a tecnologia ainda enfrenta barreiras para atingir todo o seu potencial no setor pet.

Entre os principais desafios estão:

  • Falta de qualificação profissional para lidar com novas ferramentas digitais.
  • Conectividade precária em regiões periféricas e rurais.
  • Resistência de alguns tutores mais tradicionais, que ainda preferem o contato presencial exclusivo.

Para André Faim, a digitalização não deve ser encarada apenas como automação, mas sim como um recurso a serviço da saúde animal:

“Não basta digitalizar. É preciso treinar as equipes e garantir que o uso da tecnologia esteja a serviço da saúde animal, e não apenas da automação operacional.”

O futuro do mercado pet brasileiro na era da inteligência artificial

Com a combinação de personalização, dados em tempo real e serviços digitais, o mercado pet brasileiro entra definitivamente na era tecnológica. Esse novo momento não só movimenta bilhões de reais, mas também redefine o cuidado com os animais de estimação.

A expectativa é que, nos próximos anos, tecnologias como IA generativa, robôs assistentes e realidade aumentadatambém cheguem ao setor, ampliando ainda mais a interação entre tutores e pets.

Se antes cuidar de um animal era apenas oferecer alimentação, vacinas e carinho, hoje a missão ganhou um reforço tecnológico que promete aumentar a qualidade de vida dos pets e oferecer mais praticidade aos tutores.

No Brasil, onde os lares já contam com quase 150 milhões de animais, a tendência é clara: o setor pet late, mia e, agora, também responde por comando de voz.

A chegada da inteligência artificial no mercado pet marca um divisor de águas. O setor, que já crescia em ritmo acelerado, agora tem na tecnologia um aliado estratégico para oferecer cuidado mais humanizado, preciso e preventivo.

Do acompanhamento remoto por aplicativos às coleiras inteligentes que salvam vidas, o futuro do cuidado com os animais já começou. E no Brasil, um dos maiores mercados do mundo, essa revolução está apenas engatinhando — ou, melhor dizendo, começando a dar os primeiros passos com coleira conectada e monitoramento em tempo real.

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Esta matéria é um oferecimento Lumare Import